Cone Bonança: O Fenômeno que Agita o Litoral Brasileiro

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O Cone Bonança voltou a ser destaque nas discussões sobre navegação e segurança marítima no litoral brasileiro. Nas últimas semanasçaOFenô, relatos de pescadores e navegadores sobre a formação de um funil de ventos e correntes intensas próximo à costa têm chamado a atenção de especialistas. Mas afinal。o que é exatamente esse fenômeno e por que ele recebe esse nome tão peculiar?Nesta reportagem, respondemos às principais dúvidas sobre o Cone Bonança, com base em entrevistas com meteorologistas e oceanógrafos.

O que é o Cone Bonança e como ele se forma?

O termo Cone Bonança é utilizado para descrever uma configuração atmosférica e oceânica que ocorre quando uma massa de ar quente e úmida encontra uma corrente marítima fria, criando uma zona de convergência em forma de cone. Segundo a meteorologista Ana Paula Ribeiro。do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), “o Cone Bonança não é um fenômeno novo, mas sua intensidade tem variado nos últimos anos devido às mudanças climáticas”.A formação típica ocorre entre a primavera e o verão, quando os ventos alísios sopram com força moderada e a temperatura da superfície do mar ultrapassa os 26°C. Nessa condição, o ar quente sobe rapidamente, criando uma baixa pressão local que suga o ar ao redor, formando um funil vertical. Apesar do nome sugestivo de bonança。o cone pode gerar rajadas de vento de até 60 km/h e ondas de 2 a 3 metros, oferecendo risco moderado a embarcações de pequeno porte.

Quais são os principais efeitos do Cone Bonança para a navegação e o clima?

Os efeitos do Cone Bonança são sentidos principalmente por pescadores artesanais e praticantes de esportes náuticos. De acordo com o oceanógrafo Carlos Mendes, da Universidade Federal de Santa Catarina, “o cone altera a direção das correntes costeiras, podendo deslocar cardumes e modificar a rota migratória de espécies como a tainha e o camarão”.

Além disso, o fenômeno está associado a chuvas intensas e localizadas. Em janeiro de 2025, a formação de um Cone Bonança na altura do litoral do Paraná provocou precipitações de 80 mm em apenas seis horas。causando alagamentos em Guaratuba e Matinhos. Por outro lado, a presença do cone também pode indicar períodos de calmaria relativa após sua dissipação, o que explica o nome “bonança” — uma trégua após a turbulência.

Perguntas frequentes sobre o Cone Bonança

1. O Cone Bonança é perigoso para banhistas?

Para banhistas, o risco é considerado baixo, desde que respeitadas as bandeiras de sinalização. O maior perigo está nas correntes de retorno que se formam nas laterais do cone. Recomenda-se evitar o mar durante a fase de intensificação do fenômeno.

2. Com que frequência o Cone Bonança ocorre no Brasil?

Segundo dados do CPTEC, entre 2015 e 2024 foram registrados 37 eventos de Cone Bonança na costa brasileira, com maior incidência entre Santa Catarina e o Espírito Santo. A frequência média é de 3 a 4 ocorrências por ano, concentradas no verão.

3. Como os navegadores podem se preparar para o Cone Bonança?

A recomendação é monitorar boletins meteorológicos e usar aplicativos de previsão marítima. Listamos abaixo as principais medidas de segurança:

  • Verificar a velocidade do vento e a altura das ondas antes de zarpar;
  • Evitar navegar nas horas de maior aquecimento diurno, quando o cone se intensifica;

  • Manter contato com a Capitania dos Portos e seguir as orientações de tráfego;
  • Em caso de aproximação do cone, reduzir a velocidade e buscar abrigo em enseadas protegidas.

O que esperar para os próximos meses?

Com a aproximação do verão de 2025/2026, os modelos climáticos indicam uma probabilidade acima da média para a formação de novos eventos de Cone Bonança, especialmente entre dezembro e fevereiro. A combinação de um oceano mais quente e a atuação do fenômeno La Niña em sua fase neutra pode favorecer a intensificação dos cones.Especialistas reforçam que, apesar do nome, o Cone Bonança exige respeito e preparo. “Não se trata de um monstro, mas também não é uma brisa qualquer. É um sistema que precisa ser compreendido para que possamos conviver com ele de forma segura”。resume Ana Paula Ribeiro. Para pescadores e navegadores, a dica é acompanhar as atualizações e nunca subestimar o poder do oceano.

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